quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Cidade do Uige


O Município do Uíge dista à 36 km da segunda Cidade da Província (Negage), por via terrestre. Tem uma área de 1.084 km2, sua localização é estratégica, estando geograficamente situado no sul da Província do Uíge, e limitado entre os municípios do Songo à Noroeste, Mucaba á Norte, Bungo à Nordeste, Sul Município do Quitexe, Puri à Este, Negage à Sudeste e o Município de Ambuila à Oeste. Possui uma altitude de 829 m.
CLIMA
O clima da cidade do Uíge é predominante tropical quente e húmido, com duas estações bem definidas. A estação chuvosa começa em Setembro ou Outubro até Maio, sendo os meses de Abril e Novembro os mais chuvosos. Na estação seca não chove, há valores elevados de humidade relativa.
Com o aquecimento global, a temperatura média dos últimos tempos varia entre os 22ºc à 31ºc. 
HIDROGRAFIA
Entre vários rios do município, podemos destacar, o Loé e o Rio Luquixe, esses têm uma grande importância para o desenvolvimento da cidade, porque é deles onde podemos encontrar as Barragens hidroeléctricas, que fornecem água e luz para o Município. No Uíge, podemos ainda encontrar alguns rios que ajudam para irrigação.
FAUNA
«O Município do Uíge é caracterizado por grandes extensões de terras aráveis e por matas, o que proporciona excelentes oportunidades para a caça». Podemos encontrar vários animais como a Gazela, Pacaça, Cambuize, Javali, o elefante e outros tipos de animais.
Alguns factores que estiveram na base para o desaparecimento de certos animais foram:
2- As guerras que o município sofreu durante um longo período;
- Por outro lado a caça furtiva, que é feita por certas pessoas que não lhes importa a preservação da nossa fauna.
O relatório da Policia, afirma que: «a fauna do Município do Uíge é também uma das mais ricas do País, com várias espécies de animais e aves selvagens».


FLORA
Foi salientado que o Município do Uíge tem grandes potencialidades para irrigação e possui terra fértil que torna apropriada para o desenvolvimento da vegetação.
O município do Uíge é bastante arborizado, isto implica dizer, que o Município é muito rico em árvores, por exemplo, Uíge já foi considerado como “Cidade Jardim”.
A riqueza florestal do Uíge dá origem a exploração de madeira de boa espécie. A sua flora é uma das mais ricas de Angola com diversas espécies de madeira, também se produz o carvão vegetal.

FUNDAÇÃO DO MUNICÍPIO.
Os Portugueses Comandados pelo Manuel Pereira e Júlio Tomás Berberan, seguiram em direcção a Mucaba, Serra do Uíge até a direcção actual da Aldeia Quiôngua, onde deparam uma vasta área, mas não interessaram aí ficar, continuaram com a marcha até a actual Aldeia Tange, onde mantiveram os primeiros contactos com algumas entidades tradicionais locais no caso concreto do Velho Soba Tange Ngando.
Foi em Julho de 1917, que foi fundada a Cidade do Uíge pelo Capitão Manuel José Pereira com os seus elementos e as entidades tradicionais locais, mandou construir a Câmara Municipal local onde hoje está situado o edifício de repartições públicas, tendo nomeado o seu Comandante Júlio Tomás Berberan. Desde da independência de 11 de Novembro de 1975, o Uíge passou a representar a Sede Municipal, Capital da Província e ao mesmo tempo Província com a divisão Administrativa de 16 Municípios e 32 Comunas.
Segundo a etimologia o nome Uíge surgiu de uma expressão de Kikongo que os Antepassados expressaram na chegada dos Portugueses “wizidique significa “chegada”. E ainda outras investigações, o nome da Cidade do Uíge derivou-se na designação do Rio Uíge, e não só também quando os Portugueses chegaram à Carmona foram lhes desejados mensagens de boas vindas na língua materna Kikongo wiza-kiambotesegundo os Portugueses entenderam que tivessem chegado numa Região com o nome de “Uíge

             OS PRIMEIROS HABITANTES DO MUNICÍPIO
A Associação dos Amigos do Uíge, escreve que «já mais devemos olvidar que a actuação dos pioneiros civis – brancos, negros ou mestiços, não interessa a cor da pele, se foi sempre dilatando com o estabelecimento de postos militares estrategicamente localizado a fim de proteger o comércio». Os primeiros postos militares instalados no que depois foi denominado Distrito do Uíge, deram origem povoação com os mesmos nomes de São José de Econge, Maquela do zombo, Bembe, Damba, Kuango e por fim Uíge, situados ao longo dos trilhos praticados pelos comerciantes com as suas caravanas.
Assim os primeiros habitantes Brancos que chegaram ao Município do Uíge foram, três militares e cinco civis comerciantes. Estes primeiros habitantes foram: o Capitão Manuel José Pereira, o Tenente Júlio Tomás Berberan e o 2º Sargento Manuel Rodrigues.
Os civis eram: Manuel da Silva Santos, Luís Heitor, António Figueiredo, Tristão Mendes Caldas e João Taylor. Os quatro civis vinham de Ambriz e o último da Região do Ambrizete.
Ainda defende que, «nesta mesma época, vieram outros Portugueses, que eram considerados da segunda geração». Entre os quais: Carlos Alves, José Heitor Pereira, José Ferreira Lima, José Francisco da Silva, José Pinto Vaz, José Pereira Cagido, Joaquim Neves Ferreira e Ricardo M. Gaspar.
Para além destes homens surgiram ainda tantos outros, que viam habitar Carmona, que hoje é Uíge, estes impuseram um rumo e um ritmo de trabalho e a acção a maioria dos seus colegas, no controlo do rápido progresso a ser realizado.

A CONSTRUÇÃO DE INFRA-ESTRUTURA DEPOIS DA GUERRA DE 1961
Foi com a iniciativa de D. Luvualo Quivita e Alfares Tomaz Barberan que começaram por abrir com enxadas as estradas hoje existente nesta bela cidade. Muito deles não traziam uma certa bagagem intelectual. “Graus académicos” e nem de filosofias manobradoras como a dos colonialistas, mais deram o seu máximo para o engrandecimento de si e da cidade.
Foram os Reis da terra de Tange Ngandu, Nguikina Ndoki-a-Lutico, Nguevo, que cortaram o capim para que simboliza-se a entrega do lugar para se construir a cidade. Os primeiros que chegaram aqui foram o capitão Manuel Joaquim Perreira e Tomas Berberão homem das operações, e as pessoas que lhe receberam foram Quinacumbo-a-Nzumba, Necatete e outros que obrigaram cavar tricheiras que eram chamadas “Muvula” e quando chega-se a noite eles dormiam fora e os estrangeiros dentro até desenvolveram as suas acções com finalidade de conseguir os seus objectivos. Assim já com os contactos feitos entre Branco e Negros surgiram os primeiros casais Pau-a-pique na ex – rua Capitão Pereira a armada, denominada praça de Lisboa em frente a Antiga Administração do Conselho, hoje sedeado o governo Provincial do Uíge.
O ex Governador Colonial do distrito do Uíge Camilo Augusto de Miranda Rebocho Vaz, que mais tarde m 26 de Outubro de 1966 viria ser nomeado Governador-geral de Angola numa autêntica consagração dos seus méritos de governante, sendo nomeado Governador do Distrito Garcez Lencaste que no Uíge tinha tomado parte na acção em curso como comandante do Batalhão de caçadores nº 03 posterior mente batalhão de caçadores nº 12 (BC 12), após a Independência denominou-se de GAI (que significa grupo de artilharia Independente) actualmente a funcionar o quartel-general da Primeira Região Norte. Em 1951ª cidade era Governada por António Óscar Fragoso Carmona, e em 1970ª cidade homenageia o seu patrono.
O chefe do Governo Português na época visita a cidade do Uíge em 1964, o então contra Almirante Américo Tomás começa por distinguir as casas de negros e brancos foi nesta altura que começaram a surgir as sanzalas.
Ø  A 1ª Sanzala que surgiu o Candombe fruto do rio que limita o centro da cidade com esta zona é ai que se instalaram os negros que trabalhavam com os brancos.

Ø  A 2ª Sanzala foi o Quixicongo conhecido na época como bairro dos carpinteiros e cozinheiros cujos moradores vinha de San Salvador “Actual Mbanza Congo”.


Ø  A 3ª Sanzala foi Talabanza na qual os moradores vinham do Quitexe.

Ø  A 4ª Sanzala foi o Papelão onde vinham os negros supostamente atrasados e no Papelão onde se instala o Iº Cemitério do Uíge.
Com o decorrer do tempo os Negros nacionalistas da Cidade foram se organizar em grupos para desencadear protestos contra os maus estratos com grande realce no período de 1954 à 1956. Foi precisamente em 01 de Julho de 1917 que se lançou a primeira pedra para a construção das Casas de pau-a-pique que viria simbolizar o nascimento da Cidade do Uíge.   
O primeiro edifício público de Carmona (actual Uíge), foi sucessivamente o posto Administrativo, Câmara e Tribunal da Comarca.
O Governo do Distrito do Uíge afirma que, «as infra-estruturas existentes em 1961 eram: Governo do Distrito do Uíge (Governo Provincial do Uíge); Comando Militar (actual Procuradoria Militar); Hospital; edifício “Purfina” (localizado na rua do Comércio); Estádio Ferreira Lima (actualmente, o Estádio 4 de Janeiro); Comando dos Voluntários (onde funcionava o Secretariado Provincial da JMPLA); e Igreja de Carmona.
Depois 1961, foram construídas novas infra-estruturas, tais como; o Aeroporto, Rádio Clube Uíge; Cinema Moreno; Câmara Municipal; edifício do Fomento Rural (Direcção Provincial da Agricultura); Bairro Popular nº 1; Escola Técnica; Bairro Montanha Pinto (hoje é chamado por Bairro Mbemba-Ngango); Colégio Amor de Deus e Residência Episcopal (PUNIV e Paço); lar da P.S.P. (actual Delegação da Policia do Uíge); edifício Rimaga; edifício Clube Recreativo do Uíge (Ginásio e Futebol do Uíge); Bairro Piscina; Liceu Salazar (actual Centro Universitário do Uíge).
Depois da Guerra de 1961, Uíge começou a ser marcado por uma fase de importantes melhoramentos levados a efeito e em curso, merecendo alguns deles acentuado interesses de que se revestem para a valorização do património das respectivas comunidades, outrossim, devem ser apontadas como padrão do progresso que o Município foi conhecendo, depois de 1961, outras obras executadas e expensas do Município do Uíge, tais como os Paços do Concelho da Cidade Carmona, (ex-câmara actualmente edifício do Governo da Província do Uíge) a Escola de Habilitação de Professores de posto “Rebocho Vaz”, actualmente a Escola de Formação de Professores (Instituto Médio Normal de Educação), etc.
Números de prédios construídos na Cidade do Uíge.
1968 – 39 Prédios;
1969 – 46 Prédios;
1970 – 62 Prédios.
FIGURAS QUE CONTRIBUÍRAM PARA O DESENVOLVIMENTO DO MUNICÍPIO
Para nós, não podemos considerar como um tempo perdido o que os Portugueses fizeram no Município do Uíge, porque eles formaram Professores, Enfermeiros e construíram centros de saúde e hospitais, Estradas, Liceus e Escolas Técnico-profissionais, Lares, Prédios, etc. para bem dos que aqui ficaram, para os tornar homens livres, solitários e fraternos. Alguns Brancos e Negros que contribuíram para o desenvolvimento do Município entre os quais destacamos;




a)    BRANCOS;
ü  António Dias Ramalho;
ü  João Candez de Ambriz;
ü  Ricardo Matos Gaspar;
ü  Almirante Américo Tomas;
ü  Camilo Augusto de Miranda Vaz,
ü  Manuel Rodrigues; 
ü  Manuel da silva Santos;
ü  Luís Heitor António Figueiredo;
ü  José Ferreira Lima
ü  Manuel José Montanha Pinto;
ü  José Vitorino da Fonte.
b)   NEGROS;
ü  Mbemba Ngango;
ü  Tange Ngandu;
ü  Joaquim Neves Ferreira;
ü  Gonçalves Nkui;
ü  Gonçalves Nfuti;
ü  Lourenço Nvuanda;





O Director da Missão Católica do Uíge, o Padre Manuel Rogo;
O Bispo de Carmona e San Salvador Reverendíssimo Dom Francisco da Mata Mourisca.   
GOVERNANTES DO MUNICÍPIO DO UÍGE ANTES DA INDEPENDÊNCIA
De 1947 a 1955, província do Congo com sede em Uíge:
Ø  1947 – Governador, Mário Costa
Ø  1948 – Governador, João Vilas Boas Carneiro de Moura
Ø  1949 – Governador, Othelo Henriques da Fonseca
Ø  1955 – Encarregado do Governo, Manuel Henriques de Carvalho
De 1955 à 1972, distrito do Uíge com sede de Carmona
Ø  1955 - Encarregado do Governo, Manuel Henriques de Carvalho
Ø 1956 - Governador, Major Hélio Esteves Felgas;
Ø 1960 - Governador, Fernando Simões de Almeida;
Ø 1961 – Encarregado do Governo, António Ramos do Amaral;
Ø 1961 – Governador, Major Camilo A. Miranda Rebocho Vaz;
Ø 1966 – Governador Interino, Rogério Augusto Amoreira Martins;
Ø 1966 – Governador, Tenente-coronel Camilo A. Miranda Rebocho Vaz;
Ø 1966 – Governador, Tenente-coronel Ernesto Fontoura Garcez de Lancastre.



GOVERNADORES DA PROVÍNCIA DO UÍGE DEPOIS DA INDEPENDÊNCIA
1.    Ambrósio Lukoki;
2.    Hochi Min;
3.    Inácio João Baptista «Massunga Costa»;
4.    Lanvo Emanuel Norman;
5.    Manuel Quarta Punza;
6.    Zeferino Estêvão Juliana;
7.    Domingos Mutaleno;
8.    Jeremias Dumbo;
9.    José Aníbal Rocha;
10.  Serafim Cananito Alexandre;
11. Cordeiro Ernesto Nzacundomba;
12. Lazaro Xixima;
13. António Bento Cangulo;
14. Mawete João Baptista;
15. Paulo Pombolo «o actual Governador da Província».
ADMINISTRADORES QUE GOVERNARAM O MUNICÍPIO DO UÍGE DEPOIS DA INDEPENDÊNCIA
1.    Jaime Neto Cadi;
2.    Fernando Mafila;
3.    Distinto Garcia;
4.    Faria Zemba Menga;
5.    Pedro Diavova;
6.    Emílio de Costro;
7.    Abraão Laurindo da Silva;
8.    Manuel Mateus Neves;
9.    Afonso Luviluku;
10. Afonso Bunga;
11. Zacarias João;
12. Benício Mateus.  
AS REGEDORIAS E ALDEIAS DA CIDADE DO UÍGE ATÉ 1975
Segundo uma entrevista feita ao Senhor Jaime Neto, narra que:
«Na era colonial existiam regedorias e aldeias. As Regedorias tinham como função a responsabilidade da Aldeias que dirigiam outras regedorias não que possuíam aldeias, as regedorias dependiam directamente da Administração do concelho e as aldeias dependiam das regedorias. O chefe da regedoria chamava-se Regedor e o da aldeia Soba».
O Governo do Distrito do Uíge, escreve que «anteriormente no Município do Uíge, estava constituída por 17 Regedorias e 55 Aldeias». Senhor Jaime disse, que «será difícil cita-las com uma exactidão, todas elas, fruto de uma bibliografia uma controvérsia.
Mas Jaime e o Governo do Distrito do Uíge, concordaram que, «eram 17 Regedorias e 55 Aldeias». Assim das 17 Regedorias, Jaime Neto cita 13 Regedorias e o Governo do Distrito do Uíge menciona 4, entre elas: Banza Pólo, Calumbo, Candombe, Catalambanza, Casseche, Cunda, Culo, Dambi, Mateus, Quilevo, Quiôngua, Quixicongo, Quica, Quicunda, Quimanga, Quilumosso e Senga.
Jaime Neto, a acrescenta que «as Regedorias de Quixicongo, Candombe e Catalambanza, não tinham Aldeias dependiam apenas da Administração Colonial». A Regedoria de Catalambanza localizava-se nos actuais Bairros Papelão e Kakiuia.
O Gabinete de apoio do Governo Provincial do Uíge, realça que, «podemos mencionar algumas dessas regedorias e suas respectivas Aldeias de jurisdição».
Ø  Dambi: Zenga, Pique e Kimbungo;
Ø  Calumbo: Sassa, Calumbo e Cabari;
Ø  Casseche: Kimuana, Kimucanda, Gunga, Cruz e Kivita.
Ø  Quicunda: Banza-kinguangua e Kinguangua e Kungulo;
Ø  Quilumosso: Aldeia do Quimacungo, Tange, Bairro Dunga, etc.
Ø  Quiôngua: Kibianga, Quissanga e outras aldeias desapareceu e juntou-se ao Quionga;
Ø  Quilevo: Quilevo, Cunga-Quixima, Condo-Benze e Quituma;
Ø  Quica: Banza-Quica, Matuta, Quixinga, Candande I, Quica II, Gundo, Camancoco, Quissenguele e Quingia;
Ø  Mateus: Kaquengue, Ngana-Camana, Catuhula, Mbabi, Kinzangui e Banza Catambi.
Agora as divisões das Aldeias estão por regedorias que estão mencionadas por baixo:
1.    Regedoria Saydi Mingas: está constituída pelas seguintes Aldeias; Casseche, Gunga Cruz e Kivita;

2.    Regedoria Comandante Gica: está constituída por pelas seguintes Aldeias: Muta, Quinginga, Quica, Candande Iº, Quica IIº, Tabi, Candande Loé, Candande IIIº;


3.    Regedoria Simão Brás: é constituída pelas Aldeias: Quimanga, Henda, Cari, Mbanza IIº, Cangombe;

4.    Regedoria Comandante N´zagi: é constituída pelas Aldeias de Povo Mateus, Caquengue, Nganacamana, Catuhula;


5.    Regedoria Dangereux: está constituída pelas seguintes Aldeias: Banza-Quinguangua, Povo Quinguangua, Muenga, Cunjula, Terra Nova, Mutai;

6.    Regedoria M. Ngouabi: é constituída pelas Aldeias: Banza Luanda, Povo Luanda, Senga, Quifunsi, Zambi, Cavunga;


7.    Regedoria 4 de Fevereiro: é constituída pelas Aldeias de: Camancoco, Quissenguele, Catumbo, Quitana, Cunga;

8.    Regedoria Comandante Velódia: é constituída pelas Aldeias de: Quimacungo, Tomessa, Mbanza-Pólo, Quigima, Cambila, Candombe-Novo;


9.    Regedoria Deolinda Rodrigues: é constituída pelas Aldeias de Quilevo, Catalambanza, Quituma, Nkando Benze, Quilumosso;

10. Regedoria Amílcar Cabral: é constituída pelas Aldeias de Quimbungo, Pique, Dambi;


11. Regedoria José João:  é constituída pelas Aldeias de Calumbo, Quisumba, Casari, Zunga, Sessa;
12. Regedoria Comandante Bula é constituída pelas Aldeias de Quibianga, Quisange, Quiônga, Tange, Quindenuca;

13. Regedoria P. Ngangula é constituída pelas Aldeias de N´zagi, Quibange, Cabango;


14. Regedoria que está constituída pelas Aldeias de Alto Camboma, Catambi, Boa Esperança, Quilubanji, Baú.     



BAIRROS

A cidade é constituída por vários Bairros, dos quais destacamos alguns, que são: Bairro Quixicongo, Popular, Mbemba-Ngango, Dunga, Candombes, Pedreira, Quilala, Papelão, Kakiuia, Katapa, Kabonda, Vai-te embora, Bem-vindo, Kapote, Paco e Benze, Bairro Cemitério, etc.   
                                                                 
ESTRADAS E RUAS DA CIDADE

Há algumas Estrada que ligam a Cidade com alguns Municípios entre elas: a Estrada que liga o Municípios do Quitexe – Uíge – Negage, a que liga Uíge Mucaba, e a que liga Uíge Songo. E as Ruas são: Rua do Comércio, Rua Comandante Bula, Comandante N´zage, a Rua do Pioneiro do Congo, Sargento Exposta, Avenida do Café, Quitexe, Bembe, Soba Manuel, Travessa do Cipaio, Alves da Cunha, Rua dos Funcionários, Industrial, Diogo Cão, Ultramar, 1º de Agosto, Rua T, Rua A do Bairro Popular, Norton de Matos, Rua da Esquadra, Rua da República, Rua da Agricultura, Avenida Dr. Agostinho Neto. 
  
ACTIVIDADES SÓCIO CULTURAIS

            As actividades socioculturais que mais predominam são:
v  O carnaval da vitória;
v  Festa da cidade que decorre de 1 à 7 de Julho;
v  As danças tradicionais, com o uso de “Batuques” instrumento inseparável da expressa musical “vulgo ngoma”;
v  “Mabungo” é um instrumento se sopro, feito de chifres de animais ou bambu raramente, associado muitas vezes animações de óbitos;
v  Os trajes de roupas de pano;
v  O teatro;
v  O alambamento que simboliza o casamento tradicional.

a)    GASTRONOMIA
O Uigense tem como uma das preferência de funge de bombo com:
ü  Quisaca;
ü  Wanguila;
ü  Catato;
ü  Gitsombe,
ü  Macaxiquila;
ü  Muengueleca;
ü  Nfumbua;
ü  Muteta com benazul e outros.


TRANSFORMAÇÕES SOCIOECONÓMICAS
 O Município do Uíge é, na sua essência, uma região eminentemente agrícola, podendo ser considerado, sob o ponto de vista agrário, como «um dos mais ricos de Angola.
Uíge compreende uma vasta zona dedicada quase exclusivamente ao café, por esta razão, o chamado “ouro negro” constituía, pois, não só o grande esteio económico destas áreas como continuava a ser, ainda o mais forte e sustentáculo da balança comercial do Distrito (Província) e de Angola, ao ponto de poder afirmar, sem exagero, que a importância do café no concerto da vida económica do Uíge era de tal forma saliente que toda a sua economia girava, em torno da sua produção.
O Governo do Distrito do Uíge, afirma que «as transformações socioeconómicas no Município do Uíge, dependiam de cinco aspectos principais entre os quais os mercados rurais, o pormenor da acção do ICA, a expansão bancária, parque industrial e as vias rodoviárias.
AGRICULTURA
Na vertente de agricultura, os produtos mais produzidos são: o café, a Ginguba, o Milho, Feijão, a Mandioca, a Banana, o Abacate, o Safú, Ananás, a Batata-doce, a Batata rena, Dendém, e outros tipos de produtos. 




  


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